19/08/2011

Mansão assombrada" torna-se o imóvel mais caro do Reino Unido

Ao comprar uma mansão por 140 milhões de libras esterlinas (R$ 370 milhões), um bilionário russo tornou-se nesta semana o dono do imóvel mais caro do Reino Unido. A supercasa estava em reforma desde 2007, quando foi comprada por um incorporador por um valor equivalente nos dias de hoje a R$ 110 milhões - o que, já na transação de quatro anos atrás, pôs o imóvel no topo do ranking das residências mais caras entre as localizadas fora de Londres. A identidade do comprador russo não foi revelada.

Com o negócio, a mansão superou o custo de uma cobertura no One Hyde Park, condomínio que abrigava o imóvel mais valioso do Reino Unido até esta semana. Inaugurado em janeiro, o One Hyde Park registrou em abril a venda de uma unidade por um valor equivalente, segundo a taxa de câmbio atual, a R$ 359 milhões. O condomínio fica no coração do bairro de Knightsbridge, uma das áreas mais nobres de Londres.
Batizada de Park Place, a mansão fica em Henley-on-Thames, cidade a 60 quilômetros a sudeste de Londres que é conhecida como um centro de excelência no remo e por abrigar casas de britânicos endinheirados, sejam eles nascidos ou apenas residentes no reino. Sua estrutura, distribuída em mais de nove mil metros quadrados de área útil e abrigada em uma área de 810 mil metros quadrados, tem pelo menos dez suítes, heliponto, spa, cinema caseiro e um sistema de segurança de alta tecnologia.
O filho do rei George II, príncipe Frederick, que recebeu o título de Príncipe de Gales (o mesmo hoje ostentado pelo príncipe Charles), foi o primeiro a residir no imóvel, construído em 1719. Outro dos residentes famosos foi o armador grego John Latsis.
Por R$ 370 milhões, o bilionário russo levou também uma assombração. Acredita-se que na propriedade circule o fantasma de Mary Blandy, que em 1752 foi acusada de ter matado seu pai, Francis Blandy, ao envenená-lo com arsênico. Condenada à morte, Mary sustentou até o fim a versão de que, em vez de veneno, acreditava ter dado a seu pai uma "poção do amor", que faria seu progenitor aceitar seu relacionamento com William Henry Cranstoun, militar e filho de um nobre escocês. Romântica até o último suspiro, Mary foi executada por enforcamento aos 32 anos.

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